Na fatura, além da componente de energia, pagamos as Tarifas de Acesso às Redes (TAR) que correspondem ao custo da utilização das infraestruturas elétricas, como as redes de transporte e distribuição, financiando a sua operação e desenvolvimento, Estas tarifas são pagas por todos os consumidores, quer estejam no mercado regulado ou no mercado liberalizado
Em 2026, estas tarifas registam um aumento de 3,5% para os consumidores em Baixa Tensão Normal (BTN), que engloba a maioria dos consumidores domésticos. Este acréscimo ajuda a explicar porque muitas famílias sentem subidas na fatura da eletricidade, mesmo quando o preço da energia por kWh aparenta estar mais estável.
Apesar de a atenção dos consumidores se centrar, muitas vezes, no preço da energia, as TAR têm um peso significativo no valor final da fatura e são pagas por todos, independentemente do comercializador escolhido. Para os consumidores domésticos, este aumento representa um impacto relevante nos encargos mensais com eletricidade.
Em 2026, as variações são:
- Baixa Tensão Normal (BTN): +3,5%
- Baixa Tensão Especial: +2,7%
- Média Tensão: +1,8%
- Alta Tensão: -0,8%
- Muito Alta Tensão: -2,9%
Perante este aumento, é importante que os consumidores estejam atentos à sua fatura e avaliem regularmente se o contrato de eletricidade que têm continua a ser o mais adequado ao seu perfil de consumo. Comparar ofertas no mercado e adotar hábitos de consumo mais eficientes pode ajudar a mitigar o impacto das subidas.
A DECO lembra que as Tarifas de Acesso às Redes são definidas de forma regulada e aplicam-se a todos os consumidores, pelo que o seu aumento acaba por refletir-se inevitavelmente no valor final pago pelas famílias.