Os consumidores de eletricidade que se encontram no mercado regulado começam a pagar mais a partir de 1 de outubro. A atualização decidida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) traduz-se num aumento médio de 2,7% na fatura mensal.

A medida afeta cerca de 779 mil clientes, correspondendo a aproximadamente 4,6% do consumo total de eletricidade em Portugal.

Segundo a ERSE, o aumento resulta da subida dos custos de aquisição de energia pelo Comercializador de Último Recurso, impulsionada pela evolução dos preços no mercado grossista de eletricidade ao longo de 2026. Entre os fatores apontados pelo regulador está o aumento do preço do gás natural nos mercados internacionais, associado às tensões geopolíticas no Médio Oriente.

 

Quanto vai aumentar a fatura?

De acordo com as simulações da ERSE:

  • Um casal sem filhos, com potência contratada de 3,45 kVA e consumo anual de 1900 kWh, passará a pagar cerca de 37,77 euros por mês, mais 0,95 euros do que em setembro.
  • Um casal com dois filhos, com potência contratada de 6,9 kVA e consumo anual de 5000 kWh, terá uma fatura média de 97,73 euros mensais, mais 2,70 euros.

 

E quem está no mercado livre?

A grande maioria das famílias portuguesas encontra-se no mercado livre e, para esses consumidores, esta atualização não significa automaticamente um aumento da fatura.

Os principais comercializadores anunciaram que irão manter os preços da eletricidade inalterados até ao final de 2026. No entanto, a DECO recomenda que os consumidores acompanhem eventuais comunicações do seu fornecedor.

Durante a vigência dos contratos apenas podem fazer alterações, incluindo aumentar o preço acordado, com o acordo expresso do cliente.

Nestas situações, o comercializador deve avisar por escrito o consumidor e enviar-lhe as novas condições contratuais, com pelo menos 30 dias de antecedência relativamente à data em que as alterações propostas passarão a vigorar. O comercializador deve informar o cliente que tem o direito de pedir a cessação do contrato, sem quaisquer custos, caso não aceite as alterações propostas.

Caso o consumidor não aceite o novo preço, pode pôr fim ao contrato, sem quaisquer custos e contratar com outro comercializador.

 

O que pode fazer para poupar?

  • Comparar regularmente as ofertas dos comercializadores.
  • Adequar a potência contratada às necessidades reais da habitação.
  • Investir em equipamentos mais eficientes.
  • Consultar simuladores de comparação de tarifas antes de mudar de contrato.

A DECO continuará a acompanhar a evolução dos preços da energia e a defender medidas que protejam os consumidores perante a volatilidade dos mercados energéticos.

 

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